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Para evitar que o trânsito na cidade piore ainda mais após a inauguração do trecho sul do Rodoanel, Mauá deverá restringir a circulação de caminhões em algumas vias da cidade. O autor do projeto, Paulo Suares (PT), afirma que a ação terá validade até que as obras complementares, que são aquelas que abrangem vias que servirão de acesso ao anel viário, sejam entregues.
O parlamentar explica que a entrega das obras se divide em duas partes. Enquanto o trecho sul ficará pronto em março, as melhorias no município só serão terminadas em agosto. “O Rodoanel é uma excelente obra para o Estado e para a cidade de Mauá. O problema é que o cronograma não está sendo cumprido como deveria. Como é que vamos receber este trânsito todo antes das melhorias na cidade estarem completas? Creio que o cronograma que está sendo seguido tem cunho eleitoreiro”, ressalta.
A principal via onde os caminhões e as carretas não poderão circular é a Papa João XXIII, que da ligação à asa sul do Rodoanel. Se a matéria for aprovada, os veículos com cargas pesadas não poderão circular na região entre 6h e 21h.
As penalidades para quem não cumprir as normas ainda serão definidas. Os reincidentes, entretanto, receberão multas (a serem definidos pelo Poder Executivo) e terão o veículo apreendido. Este texto deverá entrar em votação em aproximadamente 20 dias.
Ordem do dia
Os projetos que estavam na pauta desta terça-feira (09/02) foram aprovados. Entre eles está o que cria vagas na Ouvidoria Geral do Município, que recebeu o crivo definitivo da maioria das vereadores.
A matéria que modifica a Lei de Zoneamento da cidade para permitir a instalação de postos de combustíveis e farmácias sem a necessidade de respeitar limites de distância entre unidades do mesmo ramo também foi aprovada.
O executivo encaminhou ainda um texto que prevê mudanças nas cobranças de dívidas municipais. O objetivo, segundo Rômulo Fernandes (PT), é evitar gastos da prefeitura quando a cobrança dos débitos vai parar na justiça, além de agilizar o pagamento das dívidas.
“Toda dívida do município no valor de 206 FMP (Fator Monetário Padrão – cada um equivale a R$ 2,42), quando contribuinte não paga, a prefeitura tem um procedimento jurídico que muitas vezes fica mais caro que a própria dívida do contribuinte. A idéia é o executivo não ter mais a obrigatoriedade de mandar para o jurídico, e sim poder fazer isso por si só, o que dera mais agilidade”, explica.
Outra matéria do prefeito Oswaldo Dias que deverá entrar em votação nas próximas semanas cria o Conselho de Alimentação Escolar para que a cidade se adeque a uma lei federal.
Devido ao Carnaval, a próxima sessão ordinária da Câmara de Mauá será realizada na quinta-feira (18/02).
Fonte: Reporter Diário
Aline Bosio
Marciel Peres
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